sexta-feira, 4 de agosto de 2017

José Augusto recebe medalha Gomes de Sousa


São Luís - No último dia 2 (quarta), às 19 horas no auditório da FIEMA (Federação das Indústrias do Estado do Maranhão), durante as comemorações dos 35 anos da Universidade Estadual do Maranhão (UEMA), o Vice-presidente do IHGM e ex-Reitor da UEMA, José Augusto Silva Oliveira (2007/2014), pelos seus relevantes serviços prestados, foi agraciado com a Medalha do Mérito Universitário Joaquim Gomes de Sousa, maior comenda da Instituição. A homenagem contou com a participação de várias autoridades municipais, estaduais e de toda comunidade acadêmica uemiana.

José Augusto é professor do Departamento de Agronomia da UEMA, Engenheiro agrônomo, com mestrado na área, exerceu vários cargos na Universidade Estadual do Maranhão, até chegar à reitoria em 2007.

Durante sua gestão como Reitor, em dois mandatos, reestruturou e expandiu a Universidade Estadual, fazendo uma gestão dinâmica e com grande aceitação pela comunidade acadêmica, dedicando-se à educação superior pública e esforçando-se para a afirmação das universidades estaduais e municipais, dando assim, grande contribuição no sentido de alcançar as metas desafiadoras para a educação superior pública brasileira.


terça-feira, 1 de agosto de 2017

Vice-presidente do IHGM receberá medalha Gomes de Sousa


O Vice-presidente do IHGM e ex-reitor José Augusto Silva Oliveira, que dirigiu a Universidade Estadual do Maranhão (UEMA), no período de 2007 a 2014, pelos seus relevantes serviços prestados, será agraciado com a Medalha do Mérito Universitário Joaquim Gomes de Sousa, maior comenda da Instituição, durante as comemorações do 35.º aniversário de fundação dessa Universidade.

José Augusto é professor do Departamento de Agronomia da UEMA, Engenheiro agrônomo, com mestrado na área, exerceu vários cargos na Universidade Estadual do Maranhão, até chegar à reitoria em 2007.

Durante sua gestão como Reitor, em dois mandatos, reestruturou e expandiu a Universidade Estadual, fazendo uma gestão dinâmica e com grande aceitação pela comunidade acadêmica, dedicando-se à educação superior pública e esforçando-se para a afirmação das universidades estaduais e municipais, dando assim, grande contribuição no sentido de alcançar as metas desafiadoras para a educação superior pública brasileira.

A homenagem será no próximo dia 2 de agosto (quarta), às 19 horas no auditório da FIEMA (Federação das Indústrias do Estado do Maranhão), no retorno da Cohama, Avenida Jerônimo de Albuquerque.



sexta-feira, 28 de julho de 2017

APEM e IHGM fazem abertura de exposição sobre o 28 de julho



São Luís – Foi aberta ontem (27), às 16:30, no hall do Arquivo Público do Estado do Maranhão (Apem), na Rua de Nazaré, Centro Histórico de São Luís, em parceria com o Instituto Histórico e Geográfico do Maranhão (IHGM),  a exposição “28 de Julho, 194 anos da Independência do Maranhão: documentos e obras raras”. A exposição permanece aberta ao público até o dia 31 de agosto, de segunda a sexta-feira, das 8h30 às 18h.

A exposição reúne documentos manuscritos da época do processo de Independência do Maranhão, como o Auto da Câmara Geral do dia 28 de julho de 1823, considerado a Carta de Declaração da Independência do Maranhão, assinada pelas autoridades no Palácio do Governo, entre outros manuscritos importantes do período, como troca de correspondências oficiais e outros.

Além de documentos, está sendo exposto uma série de obras raras de primeiras edições, clássicos da historiografia sobre a temática, como “A história da Independência da Província do Maranhão” de autoria do Visconde Luiz Antônio Vieira da Silva de 1862 e as Narrativas e Memórias do Lord Cochrane de 1859, a primeira edição em português.

O objetivo é divulgar e socializar com o público em geral, pesquisadores e estudantes, informações sobre a história do Maranhão desse período, tão emblemático para o Brasil e em particular para o Maranhão, por meio de documentos e obras raras. 

O Maranhão foi a penúltima província brasileira a aceitar a independência política do Brasil a Portugal, e isso só ocorreu quase dez meses depois do Grito do Ipiranga em São Paulo no dia 22 de setembro de 1822, pois naquela época havia uma rica e influente colônia portuguesa residente no Maranhão que mantinha vínculos muito próximos a metrópole portuguesa e que portanto não tinha interesse no projeto de emancipação politica que estava se gestando a partir do Rio de Janeiro e São Paulo, daí a resistência dos portugueses do Maranhão em se manterem leais a Coroa portuguesa num primeiro momento, só "aderindo" por meio da força das armas, consolidada assim com a vinda do Lord Cochrane, que em decorrência da sua atuação aqui no Maranhão, depois recebe o título de Marquês do Maranhão de D. Pedro I.


A solenidade de abertura da exposição foi realizada pelos representantes dos dois órgãos, a historiadora Helena Espínola, chefe do Arquivo e o professor Euges Lima, presidente do IHGM, que este ano juntaram esforços para realizarem o evento. Estiveram presentes vários membros do IHGM, funcionários do Arquivo, pesquisadores, estudantes e interessados. Registrou-se também a presença do sr. Ferreira da Silva, presidente do Instituto Histórico e Geográfico de Paço do Lumiar.

segunda-feira, 10 de julho de 2017

Morre a professora e geógrafa Eneida Vieira da Silva, primeira mulher a presidir o IHGM




São Luís – Faleceu ontem, domingo (9), às 5 horas da manhã no hospital Centro Médico, onde estava internada há algumas semanas, a ex-presidente e decana do Instituto Histórico e Geográfico do Maranhão(IHGM), a professora(aposentada) e geógrafa  da Universidade Federal do Maranhão(UFMA), Eneida Vieira da Silva Ostria de Canedo.

O sepultamento ocorreu no final da tarde de ontem no Cemitério do Gavião e contou com a presença de vários membros do IHGM, familiares, amigos e ex-alunos que deram o último adeus e prestaram a última homenagem à ex-presidente que tanto contribuiu com o IHGM, com o ensino e a pesquisa da geografia maranhense. Eneida tinha 87 anos e deixa um filho, Raul Eduardo Vieira da Silva.

Uma vida de retidão, ética e defensora da geografia

A professora universitária, Eneida Vieira da Silva Ostria de Canedo, assim mesmo, nome completo como gostava de ser anunciada em ocasiões solenes, pois pertencia a uma das famílias mais tradicionais do Maranhão, os “ Vieira da Silva”, descendente direta de Luiz Antônio Vieira da Silva, o Visconde, historiador e Senador do Império.

A professora Eneida Vieira da Silva é um exemplo a ser seguindo, em todos os sentidos, como ser humano, como mulher, como profissional e como confreira, era uma mulher íntegra, ética e de muita classe, tive oportunidade de conviver com ela esses bons anos aqui no IHGM, desde que adentrei na Casa. Quando assumi a presidência, sempre contei com o seu apoio e aconselhamento para conduzir da melhor forma os destinos desta sociedade o IHGM, que ela presidiu e pela qual tinha um apreço muito grande, sempre preocupada com o que ocorria no Instituto. O Maranhão, neste triste domingo, 9 de julho de 2017, perde hoje uma grande filha e em particular, o Instituto Histórico e Geográfico, mas ela deixa um importante legado que não deve ser esquecido”, destacou o presidente do IHGM, professor Euges Lima.

Professora Eneida era filha do Desembargador Luiz Cortez Vieira da Silva e Anna Isabel Bayma Vieira da Silva, nasceu na Cidade de Timon, MA, em 1929. Bacharel e licenciada em Geografia e História pela antiga faculdade de Filosofia de São Luís(1962/63), uma das predecessoras da UFMA.

Professora fundadora da UFMA

Era fundadora da UFMA, entrou no magistério superior em 1966, no Curso de Geografia como professora assistente da Cadeira de Geografia Humana e durante exatos trinta anos, ministrou várias disciplinas daquele curso, sendo uma das suas pioneiras, formando gerações de professores em geografia e geógrafos até se aposentar em 1996. Deu grandes contribuições acadêmicas à geografia maranhense, a exemplo do livro “Organização do Espaço Agrário Maranhense Até os anos 80”, publicado em 1993 e reeditado em 2008.

Era portadora de várias comendas, recebeu em 1986, a maior comenda oficial do Estado do Maranhão, a Medalha do Mérito Timbira e em 2014, recebeu “as palmas universitárias” da UFMA, maior comenda dessa Universidade, da qual era membro do seu Conselho Universitário. Também foi geógrafa representante do CREA/MA, junto ao Conselho Federal de Engenharia, Arquitetura e Agronomia em 1992.

Primeira mulher a presidir o IHGM

Eneida era a sócia efetiva mais antiga do IHGM em atividade, era sua decana, com quarenta anos completos de casa, sempre presente e atuante nas sessões. Entrou no Instituto em janeiro de 1977 para ocupar a cadeira de n.º 44, patroneada pelo jornalista e geógrafo maranhense do século XIX, Temístocles Aranha, pai de Graça Aranha, cujo o ocupante que ela sucedeu foi seu próprio pai o Desembargado Luiz Cortez Vieira da Silva, falecido em 1968.

Em 2006 ela foi eleita a primeira mulher a presidir o IHGM, depois de 79 anos de fundação, sendo reeleita (2006/2010). Quando o IHGM completou 90 anos, em 2015, já na gestão do presidente Euges Lima, a professor Eneida foi uma das grandes homenageadas, recebendo uma Láurea de agradecimento pelos seus relevantes serviços prestados a este Instituto.